segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CURSO de CORTE e COSTURA (parte 3)

Curso de Corte Costura


3 – RELAÇÃO TECIDO, AGULHA, LINHA E PONTO
Para obter os melhores resultados, escolha sempre uma agulha de número e ponta adequados ao tecido. A agulha mais fina é de nº 9 e a mais grossa é de nº 18. Quanto mais leve o tecido, e mais fina a linha, mais fina deverá ser a agulha. Você deve ter em mente que cada máquina de costura tem o seu tipo específico de agulha, portanto, antes de colocar a agulha procure ter certeza de que esta é adequada à máquina. Existem também agulhas duplas ou triplas, para fazer costuras decorativas.

Partes da agulha:

  • Tronco ou cabo: é a parte superior da agulha;
  • Lâmina ou haste: trata-se do corpo da agulha;
  • Concavidade: é a reentrância que há por trás do fundo da agulha. Serve para facilitar a passagem da linha;
  • Buraco ou fundo: está situado imediatamente acima da ponta;
  • Ponta: é a parte que penetra no tecido, formando a costura;
  • Fresado: é uma ranhura que há em um dos lados do tronco, para facilitar o desdize da linha, sendo portanto, o lado pelo qual a linha deve ser enfiada.
Tipos de pontas:
  • ponta fina: utilizada mais freqüentemente, é a agulha “comum”. É indicada para todos os tipos de tecidos.
  • ponta arredondada: é especialmente indicada para costurar todos os tipos de malhas, pois não rompe os fios de elastano . Também pode ser utilizada em tecidos finos e delicados.
  • ponta facetada: esta agulha é indicada para costurar couro e materiais vinílicos.
O quadro abaixo tem as indicações de agulhas, linhas e comprimento de pontos adequados aos vários tipos de tecidos:
Peso e tipo de tecido
Linha
Comprimento do ponto
Agulha
Tipo
Tamanho
Delicado –  tule, chiffon, renda fina, organza, veludo de seda.
Linha fina de poliéster, náilon ou algodão.
1 – 1,5
2020
15 x 1
9
Leve – cambraia, organdi, voal, tafetá, crepe, veludo de seda, plástico fino, cetim, seda macia, palha de seda, shantung, brocado.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado 50
Náilon “A”
Seda “A”
1 – 1,5
2020
15 x 1
11
Médio – algodão leve, linho, madras, percal, pique, chitz de linho, faile, veludo cotelê fino, veludo de algodão, casimira, vinil, tecidos de veludo, lã fina, sarja.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado 60
Algodão 60
Seda “A”
1,5 – 2
2020
15 x 1
14
Médio-pesado – gabardine, tweed, lona, linha ou algodão grosso, sarja de Nîmes, tecidos para casacos, tecidos de cortinas, vinil, tecidos reforçados, algodão cotelê, tecido trama fechada.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado grosso
Algodão 40 a 60
1,5 – 2
2020
15 x 1
16
Pesado – tecidos para sobretudo, tecidos de estofamento, lona grossa.
Poliéster misto com algodão
Algodão mercerizado grosso
Algodão 40
3 – 4
2020
15 x 1
18
Malhas e tecidos elásticos – malhas duplas, malhas fechadas, spandex, tricô de náilon, tricô oleado, jérsei, pelúcia aveludada, veludo tipo helanca.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Náilon “A”
Algodão mercerizado 50
Seda “A”
2,5 – 3
2045
Ponta redonda (faixa amarela)
14
Couros – camurça, pelica, couro verniz, cobra, couros forrados, couros naturais e couros sintéticos.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado 50
Náilon “A”
Seda “A”
2,5 – 3
2020 15 x 1
Ponta facetada
11
14
16
Fonte: O novo livro da costura SINGER

Curso de Corte Costura


4 – RISCO E CORTE
Esta etapa é uma das mais delicadas na confecção de uma peça de vestuário, pois se deve proceder minuciosamente no risco e no corte das partes do molde, para que estas realmente se encaixem na montagem. Quando o molde é mal cortado, dificilmente a peça cairá bem e seria muito complicado fazer correções.
Como utilizar as peças do molde
  1. Reúna todas as partes necessárias ao modelo;
  2. Verifique quantas vezes deverá cortar cada peça;
  3. Se as peças do molde estiverem muito amarrotadas, passe-as a ferro;
  4. Prenda as peças do molde ao tecido com alfinetes ou alinhavos.
Como prender o molde ao tecido
  1. Comece a prender os alfinetes sempre partindo da dobra do tecido, passando depois para os cantos e depois para as bordas;
  2. Os alfinetes devem ser pregados diagonalmente nos cantos e perpendicularmente às beiradas, com as pontas para fora do molde;
  3. Utilize apenas os alfinetes necessários, exceto em tecidos maleáveis e escorregadios;
  4. Estude a posição de todas as peças do molde antes mesmo de riscar;
  5. Depois que fizer o risco, siga-o rigorosamente.
Processos de marcação
A marcação consiste em transferir as indicações do molde para o tecido. Deve-se marcar as linhas de costura, as pences, os pontos de encontro, as partes que serão dobradas, etc. As marcações podem ser feitas com carbono e carretilha, ou giz.
Para marcar com carretilha e papel carbono, coloque o papel carbono sobre o avesso do tecido e por cima deste o molde correspondente. Em seguida passe a carretilha seguindo todas as marcações contidas no molde, para reproduzi-las no tecido. Este processo de marcação é aconselhável para tecidos lisos e opacos.
Para marcar com giz, uma o tecido à parte do molde correspondente, em seguida, espete alfinetes por cima de cada marcação. Faça as marcações com o giz seguindo o caminho dos alfinetes. Este método é aconselhável para tecidos mais delicados ou multicoloridos, onde a marca do carbono não seria muito visível
.


Como cortar
Antes de cortar certifique-se se é necessário dobrar o tecido. Em caso afirmativo, isto deve ser feito com o máximo de precisão, unindo as ourelas perfeitamente, prendendo-as com alfinetes. Verifique também se há alguma falha de fabricação no tecido, para não cortar uma das partes do molde neste local. Lembre-se de sempre dobrar o tecido unindo direito com direito.
Para cortar o tecido perfeitamente, mantenha o tecido bem esticado sobre uma superfície lisa adequada para o corte e siga as orientações alistadas abaixo:
  1. Utilize uma tesoura adequada para este fim. Verifique sempre se as lâminas estão bem afiadas, para que estas não “mastiguem” o tecido. Tenha cuidado para não prender os alfinetes entre as lâminas da tesoura, ao cortar, pois isso prejudica as mesmas;
  2. Durante o corte segure o molde com uma das mãos, para que este não saia do lugar;
  3. Não levante o tecido da superfície em que ele se encontra enquanto estiver cortando;
  4. Corte junto às margens do molde, com golpes longos e firmes nas partes mais retas e golpes curtos nas partes curvas e nos cantos;
  5. Deixe a tesoura deslizar livremente, tendo o cuidado para não cortar o molde, pois além de danificá-lo, poderá haver uma alteração na margem de costura.
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    5 – PASSAR A FERRO
    No processo de montagem de uma peça de vestuário, é muito importante passar a ferro à medida que se costura. Pode ser uma coisa dispensável, porém, isto irá garantir o bom caimento da peça e evitará qualquer defeito de montagem. Para isso, deve-se ter alguns cuidados:
    1. Sempre faça um teste com um retalho do tecido antes de passar a peça;
    2. Retire alfinetes e alinhavos antes de passar a ferro, pois os alfinetes estragam o tecido e a chapa do ferro e os alinhavos podem deixar marcas. Se necessitar passar a peça o com alinhavo, use linha bem fina e alinhavos diagonais;
    3. Passe sempre pelo lado avesso;
    4. Use um pano de passar entre o ferro e o tecido a ser passado. O tipo de pano de passar irá depender do tipo de tecido a ser passado. Os únicos tecidos que dispensam este cuidado são o algodão puro e o linho;
    5. Faça o mínimo de pressão no ferro e acompanhe o sentido do fio do tecido ao passa-lo;
    6. Os detalhes que devem sempre ser passados a ferro são: costuras, pences, pregas, bolsos, golas, mangas, acabamentos  de decotes, etc. Ou seja, deve-se passar a peça praticamente em todas as operações de montagem.
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      5 – ACABAMENTOS FINOS MANUAIS
      Escolha uma agulha que seja adequada ao tecido. Para fazer os pontos a seguir, prefira agulhas mais finas e curtas para pontos pequenos, e mais longas para alinhavos. Costure com linha relativamente curta, de 45 a 60 cm para costuras definitivas. Para os alinhavos, pode ser usada uma linha maior. A linha só deverá ser dobrada para pregar botões e colchetes. Para alinhavar e fazer marcações, utiliza-se linhas de cores claras, que façam um certo contraste no tecido. As linhas muito escuras podem deixar marcas no tecido. A seguir, estão os mais utilizados pontos à mão.
      BAINHAS
      Para fazer bainhas viradas, dobre na altura desejada, marque e pregue os alfinetes perpendicularmente à dobra, passando um alinhavo, não esquecendo de que a bainha deve ter uma altura uniforme. Passe a bainha a ferro e costure com um dos pontos de bainha. A seguir, estão os pontos mais utilizados para fazer bainhas à mão. De acordo com o tecido, deve-se escolher o ponto que mais se aplica ao resultado desejado para a peça.

1 comentários:

marta peixoto Peixoto disse...

Boa Noite :
Muito bom gostei muito da sua explicação parabens, e obrigado estou desempregada , e preciso aprender a fazer alguma coisa para sobre viver, ja tenho as maquinas , a reta e a overlok só estou precisando de aprender a fazer roupa , saia , calça, ate mesmo uma blusa regata , para que eu possa ter mais segurança , aprendi a fazer barra de pano de prato só sem mais . Atenciosamente: Marta Peixoto
contatos ; martapeixoto10@gmail.com

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